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Campanha Salarial deste ano propõe luta contra a Reforma Trabalhista

Assembleia Geral para discutir a Campanha Salarial 2018 acontece no domingo do dia 22 de julho.

Encontro dos quatro sindicatos que compõe o bloco no interior: Campinas, Limeira, Santos e São José dos Campos

Nesta Campanha Salarial 2018, nossa luta tem de ser fortemente reforçada, pois, além de lutar por aumento real de salário, temos de defender muito mais do que nos anos anteriores a renovação da nossa Convenção Coletiva, que vai ser brutalmente atacada pela Reforma Trabalhista em vigor desde novembro.

No ano passado, antes mesmo da implementação da reforma, tivemos muitas dificuldades nas negociações. Na maioria dos grupos conseguimos garantir a renovação da Convenção, mas o reajuste não passou do INPC. Apenas no Grupo 7, nas montadoras e num grupo de empresas que nos últimos tem chamado o Sindicato para negociar conseguimos um reajuste com ganho real.

O Sindipeças e o Sindicel se recusaram a renovar a Convenção, ou seja, não quiseram manter os direitos como adicional noturno de 50%, licença maternidade de 180 dias e estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores acidentados/adoecidos pelo trabalho (B-91). Com isso, somente a Benteler aceitou assinar acordo coletivo com o Sindicato com reajuste superior à inflação. E, depois de mobilização dos trabalhadores, a Valeo também assinou acordo.

Quando: domingo (22/07)
Horário: 9h30 
Local: Sede Central (Rua Dr. Quirino, 560 – Centro – Campinas)

Lutar agora para não se arrepender depois

Enquanto os trabalhadores estão produzindo em ritmo alucinante, inclusive com horas extras, e correndo ainda mais riscos de doenças, acidentes e mortes, a produção e faturamento dos patrões só crescem.

A produtividade está bombando enquanto as horas trabalhadas aumentam e a massa salarial e do rendimento médio do trabalhador caem.

Portanto, a hora é agora de nos mobilizarmos para recompor o poder de compra do nosso salário e defender nossos direitos garantidos pela Convenção.

Faturamento não para de crescer

Ao contrário do massacre que os trabalhadores estão sofrendo, de acordo com informações dos sindicatos patronais, a produção e o faturamento da indústria estão indo de vento em popa.

No primeiro quadrimestre, o faturamento aumentou 6,9%, sendo que só em abril, cresceu 12,2%. A produção de veículos subiu 40,4%, segundo a Anfávea, que projeta 3 milhões de veículos em 2018.

Nas autopeças, setor que insiste em não assinar a Convenção, deixando os trabalhadores sem nenhuma garantia, a previsão de faturamento para 2018 é de R$ 89,4 bilhões, o maior desde 2012, com alta de faturamento por empregado na casa de 7,84%. Em reais, esse percentual projetado pula para 37,08%. No setor de eletroeletrônicos a produção cresceu 19,5%; e, no setor de máquinas e equipamentos, em janeiro, a produção aumentou 19% com relação ao mesmo período de 2017.

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