Em uma virada inédita na história das eleições presidenciais brasileiras, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito neste domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Uma vitória que ultrapassa as urnas e representa uma derrota política da extrema direita, do autoritarismo e das ameaças à soberania brasileira.
Lula foi reeleito 64,2 milhões de votos, o equivalente a com 51,79% dos votos válidos.
O resultado é fruto também da mobilização popular. Com forte participação da juventude, milhares de brasileiros ocuparam as ruas em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e de um Brasil soberano, que não se submeta aos interesses de Donald Trump ou de qualquer potência estrangeira.
A democracia resistiu, mas é preciso investigar
A eleição também foi marcada por graves denúncias de restrições ao transporte público em diversas cidades, entre elas São Paulo e Salvador, que dificultaram o acesso de eleitores aos locais de votação. As suspeitas de interferência no processo democrático exigem investigação rigorosa e responsabilização de eventuais envolvidos.
A luta continua nas fábricas e nas ruas
Para o Sindicato a vitória de Lula representa uma conquista importante da classe trabalhadora, mas não significa o fim da luta.
Os desafios permanecem: defender empregos, ampliar salários, reduzir a jornada sem redução salarial, combater a precarização do trabalho e garantir direitos.
Nosso lado é o da classe trabalhadora, da democracia e da soberania nacional. É com organização nas fábricas, mobilização nas ruas e independência de classe que vamos defender as conquistas e avançar por um país mais justo e igualitário.
A vitória nas urnas é fundamental. Mas é a luta organizada dos trabalhadores e trabalhadoras que transforma esperança em políticas públicas e direitos para todos!
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Fotos: Glória Lopes e Renata Germano