Uma importante vitória para os trabalhadores e trabalhadoras da Villares Metals, em Sumaré! A Justiça do Trabalho condenou a empresa por práticas antissindicais, após Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região.
A sentença, publicada em 13 de outubro de 2026, reconheceu abusos da gestão da empresa contra dirigentes sindicais e o direito de organização e greve dos trabalhadores.
O que a Justiça reconheceu?
Entre as práticas denunciadas pelo Sindicato estão:
- Perseguição a dirigentes sindicais, com vigilância ostensiva e filmagens ocultas no ambiente de trabalho.
- Obstáculos à atuação sindical, com restrições ao exercício do mandato dos representantes dos trabalhadores.
- Tentativas de impedir greves, inclusive com oferta de abonos condicionados à não realização de paralisações durante as negociações da PLR de 2024/2025.
O que a Justiça determinou?
A decisão estabelece:
- R$ 300 mil de indenização por danos morais coletivos.
- Multa de 2% sobre o valor da causa por litigância de má-fé da empresa no processo.
- Proibição de perseguições, punições discriminatórias e vigilância abusiva contra dirigentes sindicais.
- Proibição de oferecer vantagens financeiras para impedir ou enfraquecer greves e movimentos coletivos.
- Multa de R$ 50 mil por cada conduta antissindical reconhecida, caso a empresa descumpra as determinações.
Uma vitória que fortalece toda a categoria!
Embora ainda caiba recurso, a decisão representa muito mais do que uma condenação judicial.
É uma vitória da liberdade sindical, do direito de greve e da organização coletiva dos trabalhadores.
Nenhuma empresa pode perseguir representantes sindicais ou utilizar o poder econômico para impedir que os trabalhadores lutem por melhores salários, direitos e condições de trabalho.
A conquista reforça a importância de um Sindicato forte, independente e atuante na defesa da categoria.