São Paulo registrou 141 casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026, o maior número para o período desde o início da série histórica, em 2018. As ocorrências resultaram em 142 mulheres mortas. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 128 casos. A alta foi de aproximadamente 10%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
O crescimento ocorreu principalmente no interior paulista: foram 96 casos entre janeiro e junho, contra 70 no mesmo período do ano passado.
Os números mostram que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ficar restrito a campanhas publicitárias ou discursos. É preciso garantir prevenção, atendimento às vítimas, delegacias estruturadas, casas de acolhimento, acesso à saúde, autonomia econômica e recursos públicos suficientes para que essas políticas funcionem.
Eleição também é hora de cobrar respostas
Com o início da campanha eleitoral de 2026, segurança e direitos das mulheres voltam ao debate político.
Para trabalhadores e trabalhadoras, é importante acompanhar não apenas as promessas, mas também as propostas concretas, os recursos previstos, a execução do orçamento e os resultados das políticas públicas.
O próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo destaca, durante o Agosto Lilás, a importância de políticas públicas efetivas para prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Combater o feminicídio exige muito mais que indignação depois de cada morte.
Exige política pública, orçamento, fiscalização e compromisso permanente do poder público.
Nesta eleição, informação também é instrumento de cidadania: conhecer os números e comparar propostas ajuda cada eleitor e eleitora a decidir com consciência sobre um problema que já custou a vida de 142 mulheres paulistas somente nos primeiros seis meses de 2026.
Assista episódio do Metalcast sobre o tema no nosso canal no YouTube: @metalcampinas