Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A luta pelo fim da escala 6x1 teve uma nova movimentação na sexta-feira, 14 de agosto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou o encaminhamento da PEC 221/2019 para análise das comissões da Casa e incluiu a proposta entre três pautas consideradas prioritárias.
A decisão representa um avanço na tramitação, mas ainda não significa aprovação nem votação marcada. Em nota à imprensa, Alcolumbre informou que a PEC seguirá o rito regimental e passará pela análise dos senadores nas comissões antes de chegar à votação.
O anúncio é, portanto, o primeiro movimento político concreto do Senado para destravar a tramitação depois de mais de dois meses.
O texto aprovado pela Câmara precisa ser preservado
A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, garante dois dias de repouso remunerado por semana e determina que a mudança ocorra sem redução dos salários. A implantação será gradual.
O texto chegou ao Senado em 28 de maio e, desde então, passou a enfrentar resistência de setores empresariais, que chegaram a defender que a votação ocorresse somente depois das eleições. Centrais sindicais, por outro lado, têm defendido o avanço da proposta.
Para o Sindicato, a redução da jornada sem redução salarial e com dois dias de descanso é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora. Portanto, qualquer alteração que retire essas garantias precisa ser acompanhada com atenção.
A mobilização em torno da jornada não trata apenas de números. São quatro horas a menos de trabalho por semana e mais tempo para descanso, saúde, família, estudo e vida fora da fábrica.
O anúncio desta sexta-feira é um passo importante. Mas a luta ainda está longe de terminar.
A PEC precisa passar pelas comissões, chegar ao Plenário e ser aprovada pelo Senado sem retirada dos direitos conquistados no texto da Câmara.