Em assembleia geral realizada no domingo (21), os metalúrgicos e metalúrgicas de Campinas e região aprovaram a Pauta de Reivindicações que será entregue aos sindicatos patronais.
A data-base é setembro, mas as reuniões de negociação acontecem a partir do protocolo da Pauta.
No ano passado, a maioria dos grupos patronais assinou a Convenção Coletiva de Trabalho com o nosso Sindicato, renovando integralmente as cláusulas sociais até 2027.
Portanto, nesta data-base, com estes sindicatos patronais será negociada exclusivamente a parte econômica, ou seja, o índice de reajuste salarial que reponha a inflação pelo INPC + aumento real de salário, que considere o aumento da produtividade (lucros) no período de setembro/25 a agosto/26.
E cabe lembrar que não é apenas na mesa de negociação que tudo se resolve. A disposição de luta dos trabalhadores demonstrada na PLR, que arrancou valores até 10% superiores aos do ano passado, será fundamental para a conquista do ganho real nos salários, que reflete em todas as verbas rescisórias, como férias e FGTS, e nos cálculos da aposentadoria.
A Assembleia aprovou que onde houver assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou Acordo Coletivo de Trabalho haverá a cobrança de 3% do piso, relativa a taxa assistencial.
HONDA - A assembleia geral também ratificou a pauta específica aprovada pelos trabalhadores em assembleia realizada na porta da fábrica. A pauta contém reajuste pelo INPC + aumento real + implantação de vale alimentação.
Intensificar a luta
Sem assinatura da CCT e sem as garantias trabalhistas conquistadas pela categoria estão os trabalhadores em empresas representadas pelos sindicatos patronais: Siescomet, Sindipeças, Sindimaq e Sinaees.
Portanto, uma parte significativa da nossa categoria, que deve se organizar e mobilizar junto ao Sindicato para reconquistar os direitos da Convenção, que são muito superiores ao da legislação (CLT).
Todos sabemos que a produção está bombando nas fábricas, e que as empresas operam tanto com horas extras quanto com novas contratações. Mas que ninguém se engane: sem luta, não há conquistas!
Fatores geoeconômicos e geopolíticos impactam cada vez mais a vida dos trabalhadores
A assembleia contou com a análise econômica nacional e internacional do Prof. José Nicolau Pompeo (da USP e PUC-SP), trazendo elementos importantes e os impactos na vida dos trabalhadores.
Temas como a disputa geoeconômica e geopolítica por petróleo e terras raras envolvendo principalmente EUA, China e Brasil, bem como a iminência de uma crise econômica mundial que novamente impactará a classe trabalhadora foram discutidos para que os trabalhadores não caiam em fakenews que tentam vender solução rápida a uma questão tão complexa.
E como o capital (os patrões) sempre enriquecem através da exploração da força do trabalho e da socialização dos prejuízos, principalmente durante as crises econômicas, é fundamental que os trabalhadores se atualizem cada vez mais sobre dados econômicos como PIB, tipos de inflação, preço dos alimentos, dos combustíveis e dos fretes, por exemplo. Isso porque quem mais paga pela inflação dos alimentos é a classe trabalhadora.
Vamos juntos nos organizar e lutar por melhores salários e mais diretos para todos!
Firme!