Estudantes da USP, Unesp e Unicamp foram às ruas, nesta segunda-feira, 11 de maio, no centro de São Paulo, para defender as universidades públicas, cobrar permanência estudantil, melhores condições de ensino e diálogo real com as reitorias e o governo estadual.
O ato reuniu cerca de cinco mil estudantes e apoiadores na Praça da República. A mobilização faz parte de uma greve que já dura três semanas e denuncia cortes, falta de estrutura, atraso em auxílios, problemas nos restaurantes universitários, ausência de professores e precarização das condições de estudo.
Provocação política e gás contra estudante
O protesto, segundo relatos do movimento estudantil, ocorria de forma pacífica, com falas das entidades e sem previsão inicial de deslocamento. A situação mudou após a chegada dos vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União Brasil, que foram ao local confrontar os estudantes.
A presença dos parlamentares gerou tensão, empurra-empurra e discussão. Em seguida, a Polícia Militar lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes. A repressão ocorreu poucos dias após a reintegração de posse da reitoria da USP, ocupada por estudantes desde 7 de maio.
Educação pública é direito
A narrativa de que “o povo paga para o estudante estudar” tenta transformar direito social em privilégio. É uma inversão perigosa. Universidade pública existe porque a classe trabalhadora paga impostos, sustenta o país e tem direito a ensino, pesquisa, permanência e futuro.
Atacar estudante em greve é atacar o direito de organização. Hoje é a juventude nas universidades. Amanhã são os trabalhadores na porta da fábrica, os servidores em assembleia, os sindicatos em campanha salarial. O alvo é o mesmo: qualquer movimento que questione cortes de investimentos, retirada de direitos e autoritarismo.
Solidariedade à luta estudantil
O Sindicato se solidariza com os estudantes da USP, Unesp e Unicamp. A luta por universidade pública, gratuita, democrática e com permanência estudantil também é luta da classe trabalhadora.
Filho e filha de trabalhador também têm direito de estudar. Têm direito de comer no bandejão, ter moradia, bolsa, aula, laboratório, biblioteca, segurança e respeito.
Quem luta por direito não aceita repressão.
Estudantes e trabalhadores exigem respeito, investimento e negociação.
Com informações do BdF