Na última sexta-feira, 1º de maio, o Centro de Campinas foi palco do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora. A mobilização começou com concentração no Largo do Pará e seguiu para o Largo da Catedral, onde ocorreu a tradicional Missa dos Trabalhadores. Foram realizados o ato político e a passeata, com presença de entidades sindicais, movimentos sociais e trabalhadores de diferentes categorias.
O 1º de Maio reafirmou o sentido histórico que carrega: um dia de luta, unidade e presença nas ruas. Em um cenário marcado por pressão nos locais de trabalho, assédio, adoecimento, ataques aos direitos e precarização das relações trabalhistas, trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas contra a exploração e em defesa de uma vida digna.
Bandeiras históricas e atuais
O ato destacou pautas fundamentais para a classe trabalhadora, como o fim da escala 6x1, a redução da jornada sem redução salarial, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização e o fortalecimento da negociação coletiva e dos Sindicatos como instrumentos de organização e resistência.
Além disso, o ato também destacou as eleições gerais deste ano no Brasil, momento em que a classe trabalhadora deve votar com consciência. É necessário escolher representantes comprometidos com emprego, direitos, jornada digna, saúde, aposentadoria, democracia e vida digna para quem vive do próprio trabalho.
E, ainda, foram defendidas bandeiras ligadas à vida do povo trabalhador para além das fábricas: defesa do SUS e combate ao feminicídio, ao racismo e às desigualdades.
Contra a exploração, por direitos e futuro
Durante o ato, as manifestações reforçaram que a luta da classe trabalhadora também enfrenta os pilares da opressão: o patriarcado, a misoginia, o machismo e o racismo. A defesa do emprego, da saúde, da segurança no trabalho, do direito ao descanso, ao lazer, à aposentadoria e ao futuro das próximas gerações esteve no centro da mobilização.
Em Campinas, o 1º de Maio mostrou que a classe trabalhadora segue organizada e disposta a lutar por direitos, democracia, soberania nacional e transformação social.
Continuaremos firmes na luta!