No dia 23, o Sindicato, participou da atividade Abril Verde: Saúde Mental e Trabalho, realizada no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas.
Temas como Saúde mental relacionada ao trabalho e fatores psicossociais: desafios e enfrentamentos possíveis e ainda Saúde Mental e Trabalho no SUS foram abordados em rodas de conversa interinstitucional entre especialistas em saúde do trabalhador, sindicalistas, e representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério da Saúde.
A nova NR-1, incorpora de forma expressa os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
Na prática, isso significa reconhecer que adoecimento no trabalho não vem só de máquina sem proteção ou de ruído excessivo, mas também da organização do trabalho, como sobrecarga, metas abusivas, assédios moral e sexual e falhas na organização do trabalho e na gestão de pessoas.
Cabe lembrar que, a partir do próximo 26 de maio, em todo o país, a fiscalização poderá autuar empresas que ignorarem a nova redação da NR-1.
O que entram como riscos psicossociais?
- Metas abusivas e pressão por produtividade
- Sobrecarga e ritmo excessivo
- Assédio moral e violência no trabalho
- Jornadas exaustivas
- Falta de apoio da chefia
- Trabalho repetitivo ou isolamento
- Falhas de comunicação e insegurança constante
- Medo de demissão e gestão por ameaça
O que muda com a Nova NR-1?
A empresa passa a ter obrigação de:
✔ identificar esses riscos
✔ avaliar impactos na saúde dos trabalhadores
✔ adotar medidas para prevenir e controlar o problema
✔ incluir esses fatores no GRO
✔ envolver trabalhadores nesse processo
Corpo são, mente sã
O Sindicato e os cipeiros combativos vão ficar de olho nessa nova demanda. E para isso também orienta os trabalhadores a identificarem os riscos e a denunciarem a não observação das empresas na obrigatoriedade de protegerem a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadores.
Está chegando ao fim aquela história de que saúde mental é assunto “particular” de cada trabalhador. Quando vários trabalhadores adoecem e se afastam, o problema não é individual, mas está na forma como o trabalho é organizado pela empresa. E é ela quem tem de pagar por isso!