Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região

Com o tema O SUS Campinas precisa de nós, na terça-feira, dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Sindicato junto aos trabalhadores da saúde, coletivos e movimentos sociais ocuparam as ruas em defesa do SUS público, gratuito e de qualidade.

 

Após a concentração no Largo da Catedral, a 3ª edição da Marcha em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) seguiu para a prefeitura.

 

A mobilização destacou o aumento do adoecimento entre a população, principalmente os trabalhadores, e a necessidade de investimentos estaduais e municipais para melhorar o funcionamento do SUS, que é na prática o maior convênio médico gratuito do Brasil.

 

Também criticou a situação da saúde pública no município sob o governo Dário, com a ampliação de privatizações e terceirizações, que provocam a precarização dos serviços oferecidos à população, causando dificuldades no acesso e demora nos atendimentos.

 

Ao colocar o lucro acima da vida, os princípios fundamentais do SUS, como a universalidade, a equidade e a integralidade, com atendimento digno, humanizado e acessível para todos, fica prejudicado.

 

Carta Aberta/Abaixo-assinado

 

Os manifestantes lançaram uma Carta Aberta em defesa da vida e contra a mercantilização da Saúde no Brasil e Campinas, destacando a importância do Sistema para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

 

O MOPS (Movimento Popular de Saúde de Campinas) também lançou um abaixo-assinado em defesa da saúde pública. ASSINE AQUI!

 

Propostas para a superação: o caminho do cuidado ético, solidário e como direito

 

Para reverter esse quadro e salvar o SUS em nossa cidade, propomos:

  • Fim das barreiras na atenção primária, com agendamentos todos os dias e a todo momento nas unidades básicas, acolhimento durante todo o horário de funcionamento e serviços como vacinação e entrega de medicamentos disponíveis durante todo o tempo de funcionamento da unidade;
  • Completar imediatamente as equipes da atenção primária, dos ambulatórios, hospitais e UPAs;
  • Ampliar o número de equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal, priorizando os territórios mais vulneráveis;
  • Construir novas unidades de saúde, acabando com os vazios assistenciais;
  • Extinguir o duplo comando, centralizando a autoridade sanitária na Secretaria Municipal de Saúde para garantir uma rede única e integrada;
  • Substituir gradativamente as terceirizações por profissionais concursados, garantindo continuidade do cuidado e a “alma” da atenção primária;
  • Ampliar o cuidado em saúde mental, melhorando o acolhimento de pacientes em crise e fortalecendo o vínculo com os usuários, com aumento do número de CECOS, CAPS e outros serviços;
  • Melhorar o plano de cargos e carreiras para os profissionais da saúde, valorizando o tempo de serviço e a fixação em territórios vulneráveis;
  • Promover uma democracia radical na saúde, transformando os Conselhos Locais em verdadeiros instrumentos de cogestão, nos quais orçamento e prioridades do território sejam decididos em parceria com a comunidade.
  • Liderar a gestão regional do SUS, melhorando a integração com os outros municípios da região metropolitana.

 

Quem defende o SUS, defende a vida!

 

Firme!

 

 

 

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