Nova vitória em 1987
Em 1987, tivemos novas eleições no Sindicato e mais uma vitória. Era a aprovação da categoria à atuação que vinha sendo desenvolvida desde 84. Para efeitos legais, mais uma vez, o presidente do Sindicato foi Durval de Carvalho. Em 1988, demos início à devolução do imposto sindical aos sócios.
Com os planos econômicos do governo Sarney e a inflação nas alturas, foi iniciada a Campanha Salarial de 1988, com o lema "Acorda Peão". Também houve grandes lutas pela Constituinte, que reescreveu a lei máxima do País, a Constituição e o fruto desta luta foram os avanços como licença-maternidade de quatro meses, licença-paternidade, etc.

Nova vitória em 87 garante continuidade das lutas
Os anos Collor
Somente em 1989, o brasileiro reconquistou o direito de votar para Presidente da República. Lula concorreu, pela primeira vez e perdeu para Fernando Collor. Ao assumir em 1990, Collor confiscou a poupança da população e arrochou salários em 84%.
Também em 90, no mês de março, aconteceu o 3º Congresso, em Sumaré, onde foi aprofundado o debate sobre a política impopular de Collor que promovia a abertura econômica do mercado e iniciava o processo de sucateamento do patrimônio público. Nas eleições do Sindicato em 90 ficou consagrada a aceitação da categoria com relação à atuação voltada para luta e a organização de base iniciada em 84. A Chapa 1 teve mais de 80% dos votos. Foi uma grande vitória que coroou o trabalho da diretoria em seis anos de muita luta. O presidente passou a ser Eliezer Mariano da Cunha.
Mais de 20 mil metalúrgicos pararam gradativamente na "Greve Dominó" da Campanha Salarial daquele ano. Além disso, a categoria enfrentou com muita mobilização as demissões provocadas pela política de Collor, em 91, quando também enfrentamos a tentativa da Força Sindical de fundar sindicatos fantasmas na nossa região. Chegaram a forjar assembléias e assinaturas para registrar os sindicatos. Mas a categoria expulsou os pelegos da base. Foram realizados plebiscitos em toda a região e os trabalhadores disseram não à Força Sindical.
Fora Collor
O Sindicato foi um dos primeiros a defender o Fora Collor em seu jornal de dezembro de 1991. Junto com todo o povo brasileiro, os metalúrgicos participaram ativamente de todas as mobilizações pró-impeachment, em 1992, até Collor ser retirado do poder.

Protesto contra Collor no Largo do Café em Campinas
4º Congresso discutiu o país pós-impeachment
Na Colônia de Férias dos Metalúrgicos, em Caraguatatuba, aconteceu o 4º Congresso, em 1992, foi feita uma ampla análise da situação do país depois do impeachment de Collor e do importante papel da pressão popular para isso.
Em 1993, nas eleições do Sindicato, mais uma vez a chapa 1 venceu e o presidente foi novamente o companheiro Eliezer. Este resultado e uma grande campanha de sindicalização ajudaram a fortalecer a entidade e as lutas da categoria.

4º Congresso dos Metalúrgicos de Campinas e Região, em Caraguatatuba/92
Veja os acontecimentos históricos em ordem cronológica: