Fundação
O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região nasceu a partir da Associação dos Metalúrgicos, fundada em 1947, por treze trabalhadores da Companhia Mac Hardy, uma das empresas mais importantes da época em Campinas. No dia 16 de julho de 1948 foi assinada a Carta Sindical, transformando a Associação em Sindicato.
A intervenção da ditadura militar no Sindicato
As lutas mais importantes começaram a acontecer na década de 60, quando Campinas e a região já eram bastante industrializadas e o número de metalúrgicos, inclusive sindicalizados, já era maior. Com o golpe militar de 31 de março de 1964, o Sindicato foi invadido pela polícia e fechado no dia 2 de abril. Só foi reaberto quinze dias depois e já tinha na sua direção o interventor, empossado pelo Ministério do Trabalho, que era um funcionário da antiga Clark (atual Eaton).

O interventor, José Dias Filho, é o único usando óculos sentado à mesa
O Sindicato ficou nas mãos do interventor durante mais de um ano, até que o Ministério do Trabalho autorizou a realização de novas eleições. A nova diretoria foi empossada em 1º de setembro de 1965. Duas eleições depois, em 1972, Cid Ferreira de Souza foi eleito vice-presidente do Sindicato e Argeu Quintanilha, presidente. Como vivíamos em plena ditadura, Argeu foi destituído do cargo pelo Ministério do Trabalho, que considerava suas atitudes subversivas e então, Cid foi empossado presidente. Cid ficou na presidência do Sindicato por 11 anos, até 1984 quando a Oposição Sindical Metalúrgica (OSM) ganhou a eleição. Durante o período, Cid e sua diretoria transformaram o sindicato num balcão assistencialista, que prestava serviços aos associados, deixando de lado todas as lutas que deveriam ser travadas na época. Não havia greves, manifestações e muitos metalúrgicos o acusavam de "vender" acordos para as empresas.

Argeu Quintanilha, em pé na foto, ex-presidente do Sindicato, foi cassado
em 1973 e em seu lugar foi empossado Cid Ferreira
de Souza
Veja os acontecimentos históricos em ordem cronológica: