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Para Bolsonaro, a vida dos trabalhadores não vale nada

Via Intersindical.org.br

O que vale para esse governo da morte são os lucros dos patrões

No dia 16 de abril, Bolsonaro novamente vomitou mais ódio contra a classe trabalhadora e os mais pobres. No anúncio do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, e depois também nas redes sociais, Bolsonaro voltou a defender o fim do isolamento social e afirmou que a preocupação maior não pode ser com a vida.

Novamente, Bolsonaro atenta contra a vida de milhões, ao defender que as escolas sejam reabertas, que pais levem seus filhos para as ruas, que trabalhadores sejam amontoados em ônibus e trens e confinados dentro dos locais de trabalho.

Enquanto Bolsonaro insiste em mandar para o matadouro a classe trabalhadora e os mais pobres, o sistema de saúde já começa a dar os primeiros sinais de saturação. Um dos principais hospitais públicos do país, o Emilio Ribas, referência em infectologia, localizado na cidade de São Paulo, já tem mais de 90% de lotação na UTI. No Brasil, já são mais de 1900 mortos e mais de 30 mil contaminados, pois além de existirem milhares de testes represados, a subnotificação dos casos esconde o número real.

Os hospitais começam a lotar, nos cemitérios as covas se multiplicam, e todos os órgãos de saúde no mundo, baseados em estudos científicos e no trabalho de quem está na linha de frente de combate ao coronavírus, seguem afirmando que a única forma de conter a disseminação é manter e ampliar o isolamento.

Seres desprezíveis como Bolsonaro tentam negar a realidade, para a qualquer custo manter os lucros dos capitalistas, mesmo que isso signifique matar milhares de trabalhadores.

Seu novo ministro, que é empresário ligado aos grupos de saúde privados, em declarações em 2019, portanto, antes da pandemia, já defendia que não se deve investir no cuidado da vida dos idosos, veja o que ele disse em abril de 2019: o dinheiro para Saúde é “baixo” no Brasil e, por isso, devem ser feitas “escolhas”. Um idoso com problemas de saúde que pode estar no final da vida ou um adolescente. Qual vai ser a escolha?

Isso é mais uma demonstração de que os governos estão a serviço de garantir os interesses da pequena parcela da sociedade que se enriquece explorando os trabalhadores. Para o Capital só vidas que possam voltar a serem exploradas nos locais de trabalho devem ser preservadas, idosos, trabalhadores que depois de anos de muito trabalho conseguiram se aposentar, não valem nada para os patrões e seus governos.

Lutar para garantir o devido isolamento social, para proteger os empregos, salários e auxilio emergencial para quem nada tem, é uma luta em defesa da vida.

Fortalecer a luta contra esse governo da morte é defender vida.

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