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Dia internacional de luta contra violência às mulheres

Via Intersindical.org.br

A cada 2 segundos uma mulher é vítima de algum tipo de agressão física ou verbal no Brasil e a cada 12 horas uma mulher é vítima de feminicídio. Não só aqui, mas a violência que marca o corpo e que mata, que humilha e desrespeita é a realidade que atinge mulheres em todo mundo, dados da Organização Mundial da Saúde mostram que uma, a cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.

A data de 25 de novembro marca também a violência do Estado contra as mulheres: foi na República Dominicana em 1960, o governo de Leónidas Trujiilo assassinou as irmãs Mirabal, Minerva, Patria e Maria Tereza que lutavam contra a ditadura imposta no país, foram espancadas, enforcadas e o carro onde estavam foi jogado num precipício. A luta contra a ditadura não recuou, se ampliou contra a ditadura do governo Trujiilo.

A violência que retira direitos: em vários países, como no Brasil, as reformas impostas pelos governos para atender os interesses do Capital retiram direitos da classe trabalhadora, e quem são as maiores vítimas são as mulheres trabalhadoras. O aumento da idade para aposentadoria na reforma da Previdência do governo Bolsonaro novamente tenta ignorar a dupla jornada de trabalho das trabalhadoras e naturalizar o serviço doméstico imposto às mulheres. O corte de verbas para as políticas públicas para as mulheres feito pelo governo, o veto do presidente ao projeto de lei que obriga os hospitais a notificar casos de violência contra as mulheres, as falas preconceituosas de Bolsonaro contra as mulheres mostram a prática desse governo que potencializa a violência.

A violência do Estado contra as mulheres continua aumentando: e bem perto de nós no Chile, mulheres trabalhadoras, jovens estudantes que lutam lado a lado com sua classe contra as políticas impostas pelos Capital e seu governo que acabaram com serviços públicos, exterminaram direitos trabalhistas e provocaram mais miséria, estão sendo espancadas, tendo olhos arrancados, estão sofrendo violência sexual e sendo assassinadas pelo braço armado do Estado, a mando do governo de Sebastian Piñera.

A luta contra o preconceito e o machismo utilizados pelo Capital e seu Estado contra as mulheres é fortalecida na luta contra os ataques aos direitos, à dignidade e à vida do conjunto da classe trabalhadora, é dessa forma que vamos enfrentar a violência contra as mulheres provocada por esse sistema que quer impor a desigualdade entre iguais.

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