Notícias - Destaques

Neste domingo (30/06) tem Assembleia da Campanha Salarial! Participe

Assembleia da Campanha Salarial
Domingo, dia 30 de junho às 9h30
Local: Sede Central (Rua Dr. Quirino, 560 • Centro • Campinas)

Vamos dar início à Campanha Salarial 2019 num cenário de aprofundamento dos ataques dos patrões e dos governos contra os nossos empregos, salários e direitos.

Por isso, reafirmamos a necessidade de intensa organização nos locais de trabalho com forte mobilização dos trabalhadores para garantirmos os diretos previstos na nossa Convenção Coletiva.

Sem a nossa Convenção e com os retrocessos impostos pela Reforma Trabalhista de 2017, direitos como adicional noturno de 50%, licença maternidade de 180 dias, auxílio-creche, estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores acidentados/adoecidos pelo trabalho, e até o descanso aos domingos, vão acabar. Além disso, sem a Convenção Coletiva, também aumenta a terceirização e o trabalho temporário.

E se já está difícil produzir com o ritmo acelerado e as péssimas condições de trabalho que temos hoje, saiba que a situação tem tudo para piorar, porque até as normas de segurança, o governo Bolsonaro já disse que quer reduzir em 90%. E olha que o Brasil, com todas as normas que tem, hoje é o 4ª país que mais mata trabalhador. Imagina sem elas.

Desde 2018, estamos sem acordo em setores como autopeças e de eletroeletrônicos, que já propuseram a retirada de vários direitos da Convenção e provavelmente este ano apresentarão pauta retirando vários outros, eliminando, inclusive, os descansos aos domingos e feriados.

Não acredite nas mentiras divulgadas pelas mídias: a vítima será você!

À época da Reforma Trabalhista, os patrões, governos, parlamentares, e as mídias mentiam diariamente que com a reforma, o país sairia da crise, o desemprego diminuiria e os trabalhadores teriam mais chances de “negociar” salários e direitos com os patrões.

Tudo mentira: aumentaram as demissões e o desemprego já atinge mais de 14 milhões de trabalhadores; aumentou a precarização das relações de trabalho, com intensificação da terceirização, trabalho intermitente, e pejotização; e aumentou a concentração de renda nas mãos de poucos ricos.
Segundo a FGV, os 10% mais ricos viram a riqueza vinda da renda do trabalho aumentar de 49% para 52%, enquanto os 50% mais pobres perderam 20% da renda.

E para tentar fragilizar os sindicatos, patrões e governo também estão dificultando ao máximo o trabalhador de se sindicalizar ou manter-se sindicalizado. Mas que ninguém se engane: a tal comissão de fábrica que a reforma instituiu, nunca serviu para defender direito algum dos trabalhadores. Ou seja, a Reforma Trabalhista é a volta ao passado de escravidão: trabalhar cada vez mais em troca de receber cada vez menos.

Reforma da Previdência não vai combater privilégios nem gerar mais empregos

Agora, querem aprovar a reforma da Previdência e acabar com o direito dos trabalhadores à aposentadoria. Será praticamente impossível o trabalhador se aposentar com o valor integral, tendo que trabalhar até os 62 anos de idade (mulher) e 65 anos (homem) e ter de contribuir à Previdência por 40 anos. Sem contar o rebaixamento das pensões por morte, o pagamento do PIS só para quem recebeu até 1 salário mínimo no ano anterior, o congelamento dos benefícios previdenciários e o fim da multa de 40% para os aposentados que continuarem trabalhando.

Em nenhum momento, os defensores da reforma da Previdência dizem que vão cobrar as empresas caloteiras que devem mais R$ 500 bilhões à Previdência.

Muito menos que vão alterar as regras das aposentadorias especiais dos militares, que recebem em média R$ 11,3 mil por mês ou as dos juízes e parlamentares que podem se aposentar com salário integral de R$ 33,6 mil.

A luta é de TODOS!

Portanto, sem organização, resistência, enfrentamento e luta por parte dos trabalhadores, com disposição para fortes mobilizações, o Sindicato sozinho, pouco poderá fazer.

Só a luta organizada e coletiva dos trabalhadores nos locais de trabalho, poderá derrotar os ataques contra os direitos que nos restam e fazer desta Campanha Salarial uma retomada para as lutas que ainda virão. É garantir a vitória, ou viver e morrer na miséria.

Jornal da Categoria