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Campanha salarial: trabalhadores rejeitam propostas dos patrões e aprovam comunicado de greve

Em assembleia realizada no domingo, 25, metalúrgicos e metalúrgicas da nossa região rejeitaram as propostas dos patrões de todos os grupos, que sequer cobrem a inflação do período entre as datas bases.

Sabemos que as negociações estão mais difíceis a cada ano. Além de não termos mais a mesma data-base no conjunto do movimento sindical há muito tempo, as centrais pelegas ainda engessam qualquer tentativa de negociação em outras bases assinando antecipadamente acordos rebaixados e de longa duração, como foi o caso das montadoras no ABC e em outras localidades.

Lembrando que as montadoras daqui, especialmente a Honda, não estão vivendo a mesma realidade de outras montadoras do país. Muito pelo contrário: está produzindo, ampliando suas plantas e investimento, e lucrando muito às nossas custas. E mesmo assim propõe discutir teto e congelamento do piso salarial, PCS diferenciado para novos contratados, banco de horas, e por aí vai.

A posição dos sindicatos patronais está alinhada com o plano do governo de reforma trabalhista que planeja severos assaltos aos nossos direitos conquistados.

Morrer trabalhando ou desempregado. Reduzir custos terceirizando tudo. Prevalência do negociado sobre o legislado para que possam reduzir salários, fatiar férias e 13º, implantar banco de horas, contratos temporários e intermitentes, não pagar FGTS, entre muitos outros.

Na outra ponta da retirada de direitos está a reforma da previdência que ao instituir a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, vai praticamente acabar com o acesso dos trabalhadores ao direito à aposentadoria. Por enquanto, já estamos amargando com a revisão dos benefícios previdenciários: até agora já atingiu 47 mil trabalhadores.

Em nossa base sindical temos casos de companheiros que tinham o benefício da aposentadoria por invalidez e retornaram ao trabalho depois de 19, 20 anos fora da fábrica.

Dia 29 de setembro – Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos
Companheiros e companheiros nossa luta necessária e imediata é a construção de uma greve geral no país. Portanto, é hora de dar uma basta! Participe da mobilização no dia 29 de setembro – Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos.

– Vamos à luta contra o desmonte da Previdência!

– Em defesa da aposentadoria!

– Contra a reforma trabalhista do governo e dos patrões que quer reduzir direitos e salários!

– Contra a terceirização!

– Por saúde, educação, moradia e transporte públicos e de qualidade para o conjunto da classe trabalhadora!

Assembleias na Honda, Merecedes-Benz, Valeo e Benteler chamam para o Dia 29/09 – Paralisação Nacional dos Metalúrgicos

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