Notícias

Sindicato organiza manifestação pelo Dia Mundial de Prevenção às LER/DORT

Dia 3 de março (quinta-feira), às 9h, concentração no Largo do Pará
Em seguida, haverá passeata pelo Centro e ato político em frente à Catedral

O último dia de fevereiro, que este ano por ser bissexto caiu no dia 29, é uma data extremamente importante à classe trabalhadora.
Desde 2000, em vários países é conhecido como o Dia Mundial de Prevenção às LER/DORT, que são doenças crônicas, invisíveis, muitas vezes irreversíveis e que ocorrem num cenário perverso de ocultação pelas empresas e, no caso do Brasil para piorar ainda mais, também são ocultadas pelo governo, através do INSS.
A situação é tão grave que essas doenças viraram epidemia aqui e em vários países, como Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Austrália.

Sofrimento sem fim
Dentro das fábricas, o ritmo acelerado, os esforços repetitivos, as jornadas excessivas e o excesso de horas extras afetam ombros, braços, coluna, joelhos. As doenças psíquicas também fazem parte da rotina da classe trabalhadora, criando um exército de lesionados. Não bastasse a doença, o trabalhador adoecido ainda tem de enfrentar a pressão do patrão que não abre CAT e ainda faz de tudo para ele não se afastar do trabalho e sim passar a um suposto serviço compatível. Até férias dão, para evitar que o trabalhador passe pelo INSS e adquira a estabilidade, como está previsto na nossa Convenção Coletiva. Com isso, ou seja, sem a CAT e a garantia de emprego prevista na Convenção, as empresas não pensam duas vezes para se livrar do trabalhador adoecido, demitindo-o. São várias as reintegrações de companheiros acidentados/adoecidos pelo trabalho que o Sindicato consegue na Justiça, porque se depender da empresa ou do INSS, o trabalhador acaba doente e à mingua.
Fora das fábricas o trabalhador tem de enfrentar a máquina de subnotificações que é o INSS, com a alta programada, os abusos dos peritos, e as contestações das CATs. E, no fim da linha, enfrentar a Previdência Social, que o ataca com o fator previdenciário, reduzindo o valor da aposentadoria.

Sindicato sempre na luta em defesa de melhores condições de trabalho
Contra esse massacre e em defesa da saúde e segurança do trabalhador, nossa luta está concentrada na organização dos trabalhadores nos locais de trabalho, visando a redução do ritmo e da jornada, da pressão por metas e resultados; bem como na eleição e manutenção de cipeiros combativos que atuem preventivamente nas formas de produção, e na luta contra toda e qualquer redução e retirada de direitos.

Todos à luta por nenhum direito a menos, avançar rumo a novas conquistas!

Jornal da Categoria