Reposição da inflação e aumento real
Vamos exigir 11,02% de aumento real de salário, além da reposição integral da inflação. Para chegarmos a esse índice de aumento real, levamos em conta a produtividade, isto é, o quanto cada trabalhador produziu entre 2009 e 2010. A verdade é que os metalúrgicos trabalharam muito e, com isso, quem ganhou foram os patrões. Portanto, agora vamos exigir o que é nosso!
Equiparação salarial e aumento do piso
Os patrões têm usado uma manobra vergonhosa para achatar nossos salários. Eles estão demitindo os trabalhadores com mais experiência e contratando pessoal novo com salários mais baixos. Para desmontar essa estratégia patronal, temos de lutar por equiparação salarial e aumento do piso. Vamos reivindicar o piso da categoria de acordo com o piso salarial do Dieese, que em junho estava em R$ 2.092,36.
Redução da jornada e fim das horas extras
Os trabalhadores estão sendo massacrados nas linhas de produção com a obrigatoriedade de cumprir horas extras para suprir a falta de mão de obra. Desde o início da crise econômica, a situação só piorou. As empresas demitem e impõem um ritmo alucinante para quem fica. Vamos exigir a redução da jornada para 36 horas e o fim das horas extras.
Organização no Local de Trabalho
Trabalhadores organizados têm mais força para lutar contra os ataques patronais. Por isso, vamos manter nossa bandeira histórica e exigir o direito à Organização no Local de Trabalho, com comissões de fábrica, delegados sindicais e fim das perseguições a dirigentes sindicais, cipeiros e ativistas.
Direito relacionados à maternidade
Para que as trabalhadoras possam exercer o direito à maternidade, temos de garantir a licença-maternidade de 180 dias, creche de qualidade para todas e reconhecimento do Atestado de Acompanhamento Familiar.
Renovação das cláusulas sociais
Assim como aumento real de salário, as cláusulas sociais têm de estar no centro da luta dos trabalhadores. Nossas reivindicações incluem a renovação e melhoria das cláusulas sociais, sem nenhum direito a menos. Todos os anos, os patrões fazem a maior pressão para retirada de direitos, como por exemplo, a estabilidade no emprego para lesionados - uma conquista histórica dos metalúrgicos e que não pode ser excluída.
Adicional noturno
Nossa luta é para que o adicional noturno mínimo seja ampliado para 50%. Também reivindicamos que o período noturno seja considerado entre 18h e 6h. |