Num primeiro momento, o Estado injetou rios de dinheiro público para garantir os lucros de bancos e indústrias por meio de abertura de linhas de crédito e redução de IPI para veículos, autopeças e eletroeletrônicos.
Os patrões, além de não garantirem os empregos, lucraram muito mais com a redução fiscal dada pelo governo, e nem mesmo repassaram para seus produtos a diferença obtida com a redução fiscal, fazendo com que a classe trabalhadora pagasse dobrado pela crise. Num segundo momento, o Estado voltou a salvar os patrões aumentando o crédito no mercado e contribuindo ainda mais para o endividamento dos trabalhadores.
Segundo, o Banco Central, em março deste ano, 581,42 milhões de cartões de crédito estavam ativos no país, significando uma média de 3 cartões por pessoa e mais de R$ 41 bilhões em transações. E o governo que gastou dinheiro público para socorrer as grandes empresas no período anterior, ataca os trabalhadores cortando serviços públicos e os reajustes do funcionalismo, mantendo o fator previdenciário e aumentando o volume de impostos, como já acontece na Europa e logo deve começar por aqui.
Agora, os patrões intensificam os ataques aos trabalhadores aumentando a produtividade física com horas extras, assédio moral e a intensificação do ritmo de trabalho nas linhas de produção.
Portanto, contra quem luta e explora, nossa hora é agora! |